Redirecionamento 301: o que é, como funciona e como configurar sem perder tráfego
Redirecionamento 301 é a resposta do servidor que avisa navegadores e buscadores que uma página mudou de endereço de forma permanente e leva o visitante direto para a URL nova. Para o Google, o 301 é um sinal forte de que o destino deve passar a ser a versão canônica da página.
Principais pontos do artigo
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Solicite um orçamento- O Google classifica 301 e 308 como redirecionamentos permanentes e 302, 303 e 307 como temporários.
- O Google interpreta com mais segurança o redirecionamento feito no servidor; o feito por JavaScript fica para quando não houver outra opção.
- Mandar muitas URLs antigas para a página inicial pode ser tratado pelo Google como soft 404.
- No WordPress, a troca de slug de um post já gera um 301 do endereço antigo para o novo.
- A conferência do resultado é feita URL por URL, na inspeção de URL e no relatório de indexação do Search Console.
O que é redirecionamento 301
A página de redirecionamentos do Google Search Central, atualizada em 14/04/2026, define redirecionamento como a prática de fazer uma URL existente levar a outra. O 301 é o código HTTP que o servidor devolve quando a mudança é permanente, com o endereço novo no cabeçalho da resposta, e o navegador segue esse endereço sem que o visitante perceba.
Em qualquer migração de site em que as URLs mudam, o 301 é a peça central. Ele também aparece em situações menores, como a troca do slug de um post ou a união de duas páginas sobre o mesmo assunto.
| Tipo | Como o Google trata | Quando usar |
|---|---|---|
| 301 e 308 | permanente; o destino passa a ser a URL canônica | página mudou de endereço de vez |
| 302, 303 e 307 | temporário; a página de origem continua nos resultados | indisponibilidade curta, como manutenção |
| Meta refresh com 0 segundo | permanente | quando o servidor não aceita regra de redirecionamento |
| Meta refresh com atraso | temporário | evitar para mudança definitiva |
| JavaScript | permanente, se a renderização funcionar | último recurso |
A página do Google recomenda o redirecionamento permanente quando há certeza de que ele não será desfeito e, sempre que possível, a configuração no servidor, que o Google interpreta com mais segurança.
Como o Google trata o redirecionamento 301
A página sobre códigos de status, atualizada em 04/02/2026, descreve o 301 e o 308 como sinal forte de que o destino deve ser processado, e o 302 e o 307 como sinal fraco. Pela mesma página, os robôs do Google seguem por padrão até 10 saltos de redirecionamento.
A documentação de mudança de site, atualizada em 20/08/2026, acrescenta dois pontos: redirecionamentos permanentes não perdem PageRank, o valor que os links passam a uma página, e cada URL antiga deve apontar direto para o destino final, sem passar por endereços intermediários.
Depois do redirecionamento, a URL antiga ainda pode aparecer nos resultados por um tempo, e a página de redirecionamentos do Google registra que isso é esperado e diminui sozinho.
Por que o redirecionamento 301 importa para o negócio
Uma URL com histórico acumula visitas da busca, links de outros sites, favoritos de clientes e endereços impressos em material de venda. Se ela passa a responder com erro 404, o Google a retira do índice e quem clica no link cai numa página de erro. Com o 301, esse histórico segue para o endereço novo.
Um exemplo ilustrativo: uma empresa reorganiza o blog e passa os posts da pasta /artigos/ para a pasta /blog/. Sem redirecionamento, cada post antigo citado por um portal do setor vira um link quebrado. Com um 301 por URL, o portal continua mandando visitas e o Google transfere os sinais para o endereço novo.
Como implementar o redirecionamento 301
O trabalho começa numa lista e termina com a conferência de cada linha.
1. Monte o mapa: uma planilha com a URL antiga, a URL nova e o motivo. Cada URL antiga recebe o destino de conteúdo equivalente.
2. Escolha onde configurar: no servidor, no CMS ou por plugin, conforme o acesso disponível.
3. Teste em staging: no staging, o ambiente de teste, as regras são conferidas antes do lançamento.
4. Publique e confira: cada URL antiga precisa responder com 301 e apontar para a nova, que responde com 200.
5. Atualize o que é seu: links internos, sitemap e canonical passam a citar só as URLs novas.
Bloco técnico: exemplos da documentação do Google
No Apache, com o módulo mod_alias, no arquivo .htaccess ou na configuração do servidor:
`
Redirect permanent “/antigo” “https://example.com/novo”
`
No NGINX:
`
location = /servico {
return 301 $scheme://example.com/sobre/servico;
}
`
Em PHP, antes de qualquer saída da página:
`
header(‘HTTP/1.1 301 Moved Permanently’);
header(‘Location: https://www.example.com/novaurl’);
exit();
`
No WordPress, trocar o slug de um post já gera o redirecionamento: a função wp_old_slug_redirect, presente desde a versão 2.1.0, envia o endereço antigo para o permalink correto com código 301. Para listas maiores, o plugin Redirection, gratuito e com mais de 2 milhões de instalações ativas segundo o diretório do WordPress.org (consulta em 14/10/2026), gerencia redirecionamentos 301, registra erros 404, importa e exporta regras em CSV e gera regras para .htaccess e NGINX.
Como organizar os redirecionamentos numa reorganização de conteúdo
Quando a reorganização inclui poda de conteúdo, cada URL é tratada conforme a evidência que carrega. Nos planos que conduzo, as URLs com backlink dofollow são redirecionadas uma a uma para o conteúdo equivalente, as que não têm backlink nem cluster saem em lote, e as de cada cluster mudam junto com a publicação do pilar correspondente, para que o destino já exista quando a regra entrar no ar. Para as URLs que saem em lote sem conteúdo equivalente, a orientação do Google é responder 404 ou 410; mandar essas URLs para um destino genérico repete o erro descrito na lista abaixo.
Erros mais comuns no redirecionamento 301
- Mandar muitas URLs para a página inicial: a documentação de mudança de site avisa que muitas URLs antigas apontando para uma página irrelevante podem ser tratadas como soft 404 (página que responde normalmente, mas tem conteúdo de erro).
- Encadear redirecionamentos: cada salto extra atrasa o rastreamento e se soma ao limite de 10 saltos.
- Usar 302 para mudança definitiva: o Google mantém a URL de origem nos resultados.
- Criar um laço: a URL A aponta para B, B aponta de volta para A, e nenhuma das duas carrega.
- Apontar para uma página com erro: o destino precisa responder com 200.
- Esquecer sitemap e links internos: o site continua mandando o robô para a URL antiga.
- Retirar o redirecionamento cedo: a documentação de mudança de site pede manter os redirecionamentos por pelo menos 1 ano e, de preferência, sem prazo.
Quanto esforço o redirecionamento exige e como medir
O tempo do trabalho está no mapa, porque é preciso decidir o destino certo de cada URL antiga, principalmente quando o conteúdo foi reorganizado ou unido; a configuração de cada regra leva minutos. Em sites com muitas URLs, regras por padrão de endereço reduzem o número de linhas, e cada padrão precisa ser testado.
O tempo e o custo do mapa crescem com o número de URLs antigas, com a quantidade de conteúdo reorganizado ou unido, com as URLs que têm backlink ou tráfego e precisam de destino conferido uma a uma, e com o número de testes depois da publicação. Por isso o orçamento sai do inventário de URLs do site atual.
A medição é feita no Search Console, que é gratuito. A inspeção de URL mostra se a URL antiga redireciona e qual URL o Google escolheu como canônica. O relatório de indexação de páginas lista as URLs com redirecionamento e os erros 404, e o relatório de desempenho mostra se os cliques passaram para os endereços novos. No WordPress, o registro de 404 do plugin Redirection ajuda a achar URLs antigas que ficaram sem destino.
Opinião
Migrar vale quando a estrutura atual impede o que o negócio precisa fazer: organizar o conteúdo por assunto, corrigir title duplicado em escala, padronizar um catálogo ou sustentar uma operação que cresceu. Se a motivação é só a sensação de que o site ficou velho, ficar tende a custar menos, porque toda migração cobra mapa de URLs, teste e meses de acompanhamento no Search Console. Problema de conteúdo atravessa a migração: o redirecionamento leva para a URL nova o sinal que a página já tinha, e uma página genérica continua genérica no endereço novo.
Próximo passo
Quando a lista de URLs passa de algumas dezenas, ou quando o domínio também vai mudar, o redirecionamento passa a fazer parte de um projeto de migração. A página do serviço de migração de sites mostra como a Studio Visual monta o mapa, configura as regras e acompanha os relatórios.
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